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A controvérsia em torno do Busybox

Esta notícia foi visualizada 1843 vezes.

compartilhar Twitte isso! Publicado em 03/02/2012 às 12:16

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BusyboxUma proposta para criar uma alternativa de código aberto, porém não licenciada sob a GPL, ao programa Busybox tem gerado controvérsias. Uma das alegações que foi feita por Matthew Garret, é que o desenvolvimento de um substituto é voltado para permitir violações da GPL.

Garrett afirmou que isso aconteceria pois permitiria que criadores de sistemas embarcados substituíssem uma única parte de software que tem sido usada repetidamente com sucesso em tribunais pela Software Freedom Conservancy (SFC) contra empresas que ainda não publicaram ou disponibilizaram o código-fonte do software GPL que usaram. Garrett argumenta que essas pessoas serão capazes de violar licenças com impunidade se uma empresa divulgar uma alternativa ao Busybox, porque nenhum detentor de direitos autorais sobre o kernel "deu o direito à SFC de garantir seus direitos".

O Busybox é amplamente usado em sistemas embarcados porque reduz o uso de memória, disco e tráfego de entrada e saída ao "comprimir" diversos comandos pequenos de Unix em um. Um único binário contêm o código para vários comandos Unix/Linux e esse binário é simbolicamente vinculado no sistema de arquivos aos nomes desses comandos. Quando executado, o Busybox utiliza esse comando e o arquivo com o qual está sendo executado para decidir qual código executar. O Busybox está licenciado sob a versão 2 da GPL.

A proposta de Tim Bird, da Sony, explicitamente afirma que umas das razões para criar uma versão não-GPL é evitar a possibilidade de litigâncias pela SFC. Esse grupo, com a ajuda do Software Freedom Law Center, apresentou no passado diversos casos de violação da GPL baseado nos direitos autorais do Busybox e teve sucesso com a maior parte desses casos nos tribunais.

Bird critica a ação da SFC porque "como parte de suas demandas para remediar a violação GPL com o Busybox, a SFC pede por código-fonte que não está relacionada ao Busybox". Esse processo, de acordo com Bruce Perens, ao menos no caso da Best Buy, envolve empresas que realizam acordos com a SFC para pagar à Software Freedom Conservancy cinco mil dólares para cada produto contendo software livre, que tenha sido auditado para conformidade, por três anos após a data do acordo.

Bird está trabalhando com Rob Landley, um antigo mantenedor do Busybox que fora um dos detentores originais dos direitos autorais e parte demandante em diversos casos do Busybox. Landley vem trabalhando esporadicamente em um substituto para o Busybox, batizado de Toybox, desde 2006, e em novembro de 2011 Bird contatou Landley. Bird estava batalhando as exigências do Google de "nada GPL no espaço de usuário" e precisava de um aplicativo mais poderoso que o Toolbox do Android, licenciado sob o Apache License.

Landley mudou o licenciamento do Toybox para uma licença BSD de duas cláusulas naquele mês. Landley ficou desiludido em como o Busybox estava sendo usado como motivo para ganhar maior acesso a código que não beneficiava a base de código do Busybox, destacando que "uma dúzia de processos depois e ainda não estou ciente de uma única linha de código acrescentada ao repositório do Busybox". Landley, em comentários realizados no site LWN.net, pontuou que ele não é pago pela Sony para trabalhar no Toybox e que ele estava desenvolvendo o software por que acredita que sua infraestrutura seja melhor que a do Busybox.

Bird também ressaltou que o objetivo desse projeto não é ajudar as pessoas a violarem a GPL, mas sim diminuir o risco de um resultado beligerante, caso algum engano seja cometido em algum momento da cadeia de produção de um dispositivo, e também fez questão de apontar que a Sony detêm um histórico favorável de compromisso e conformidade com a GPL, citando como o exemplo o site de downloads Sony Source Code.

Fonte: h-online, em inglês.

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